A Capela Santo Antônio hoje. Compare com a foto das obras, em 2005, mais abaixo na nossa linha do tempo.
A história da nossa capela está registrada nos próprios livros da comunidade, escrita à mão por quem viveu cada etapa. Reproduzimos aqui os registros originais, com o maior respeito à fonte.
2005
O início das obras e a primeira Missa
No início de abril de 2005, a comunidade deu início às obras da Capela Santo Antônio. A construção começou pela estrutura de metal, colunas e telhado. Foi essa mesma estrutura, ainda em obras, que abrigou a primeira Missa da comunidade, no dia 5 de junho de 2005, às 17h.
"No início de abril de 2005 demos início às obras da Capela Santo Antônio (...). Foi esta referida estrutura da Capela Santo Antônio que abrigou a comunidade na primeira Missa, já na qualidade de Capela em construção, no dia 05 de junho de 2005 às 17h."
Fonte: registro escrito da comunidade, Capela Santo Antônio.
A comunidade nas obras da capela, 2005. As paredes ainda em construção que testemunharam a primeira Missa.
2006
A bênção solene da Capela
No dia 13 de junho de 2006, dia em que a Igreja celebra a memória de Santo Antônio, a comunidade viveu a bênção solene da capela. A Missa foi presidida pelo Ministro Provincial da Ordem dos Frades Menores Conventuais da Província de Brasília, Frei João Bonito Ferreira de Araújo, OFM Conv., e concelebrada por Frei Manoel Barbosa.
"No dia 13 de junho de 2006 (...) foi realizada a bênção da Capela Santo Antônio. A Missa foi presidida pelo Ministro Provincial da Ordem dos Frades Menores Conventuais da Província de Brasília, Frei João Bonito Ferreira de Araújo, OFM Conv., e concelebrada por Frei Manoel Barbosa, pároco da Paróquia São Marcos e São Lucas."
Fonte: registro escrito da comunidade, página 117. Alguns trechos do documento original, sobre os detalhes da celebração, seguem em conferência antes da publicação completa.
2008-2015
Coordenação de Dona Yaci
Um período importante de consolidação da vida comunitária e de fé na Capela Santo Antônio.
2015-2017
Direção pelo CPP da Matriz São Marcos e São Lucas
A capela foi conduzida pelo Conselho Paroquial de Pastoral (CPP) da então matriz, a Paróquia São Marcos e São Lucas.
2018-2019
Coordenação de Silvio e Carlos
Conduziram a capela nesse período, marcado pelo fortalecimento da caminhada de fé e da comunhão entre as pastorais.
2020-2022
Coordenação de Silvio e Adriana
De 2020 a 2022. Foi também neste período, em 23 de outubro de 2022, que Dom Paulo Cezar Cardeal Costa ergueu canonicamente a Paróquia Santa Clara de Assis, da qual a Capela Santo Antônio passou a fazer parte como uma de suas comunidades.
2023-2026
Coordenação de Adriana
De 2023 até julho de 2026, Adriana conduziu a capela sozinha.
Agosto de 2026
Novo ciclo: Eis-me aqui, envia-me
Mariana Mota e Francisco Araújo assumem a coordenação ecoando o chamado de Isaías: "Eis-me aqui, envia-me" (Isaías 6, 8). O Portal da Capela nasce como um novo ciclo desta herança de Deus que é a Capela Santo Antônio, entregue a cada geração de servidores para cuidar e fazer crescer.
Servir por amor é o coração da nossa capela. Estas são as pastorais e movimentos que hoje sustentam a vida da comunidade, cada um com sua coordenação.
Coordenação da CapelaMariana Mota & Francisco AraújoNão é uma pastoral, mas o serviço de unir e apoiar todas elas. Sua missão é a comunhão: fazer com que os dons de cada pastoral sirvam a um só corpo (1Coríntios 12, 4-7).
MESCECarlosMinistério instituído oficialmente pela Igreja em 1973, pela Instrução Immensae Caritatis do Papa Paulo VI. Sua missão retoma o gesto dos Sete escolhidos para o serviço das mesas, para que a Palavra e o Pão cheguem a todos (Atos 6, 1-6).
LiturgiaMarizeteRegida pela Constituição Sacrosanctum Concilium do Concílio Vaticano II (1963). Sua missão é cuidar para que "tudo se faça com decência e ordem" (1Coríntios 14, 40), preparando o encontro entre Deus e o povo.
VicentinosNeuzaLigados à Sociedade de São Vicente de Paulo, fundada em Paris em 1833 por Frédéric Ozanam e presente no Brasil desde 1872. Sua missão é ver e servir Cristo no pobre: "tudo o que fizestes a um destes meus menores irmãos, a mim o fizestes" (Mateus 25, 40).
DízimoEdnaPrática enraizada na tradição bíblica da partilha e reforçada no Brasil pela Campanha do Dízimo da CNBB. Sua missão é ensinar a comunidade a viver a generosidade de coração: "cada um dê como propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama com alegria ao que dá" (2Coríntios 9, 7).
BatismoDanielaSua preparação é exigida pelo próprio Código de Direito Canônico (cânon 851). Sua missão é incorporar novos membros ao Corpo de Cristo, cumprindo o mandato: "ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" (Mateus 28, 19).
CatequeseDanielaTão antiga quanto a própria Igreja, hoje orientada pelo Diretório para a Catequese (2020). Sua missão é formar discípulos, conduzindo-os "até a estatura da plenitude de Cristo" (Efésios 4, 13).
AcolhidaEloisaInspirada no chamado do Papa Francisco por uma Igreja "com as portas abertas" (Evangelii Gaudium, 2013, n. 46). Sua missão cumpre a exortação de São Paulo: "acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo vos acolheu" (Romanos 15, 7).
MúsicaKarenO canto litúrgico é regido pela Instrução Musicam Sacram (1967). Sua missão é a de São Paulo aos Colossenses: "cantando a Deus com gratidão no coração, salmos, hinos e cânticos espirituais" (Colossenses 3, 16).
CoroinhasMarcelaMinistério de acólitos, tradição que remonta aos primeiros séculos da Igreja. Sua missão espelha o menino Samuel, que "ministrava diante do Senhor, ainda jovem" (1Samuel 2, 18), servindo o altar com o mesmo coração disponível.
CerimoniáriosDeividFunção descrita desde o Caeremoniale Episcoporum (Cerimonial dos Bispos, 1600, revisado após o Vaticano II), que confia ao mestre de cerimônias zelar pela dignidade dos ritos. É um ofício mais litúrgico que bíblico: sua missão é servir à beleza e à ordem da celebração, sem que isso ofusque o mistério celebrado.
RCCJulieteNasceu em 1967 na Universidade de Duquesne (EUA) e chegou ao Brasil por Campinas; reconhecida em 2019 pelo serviço internacional CHARIS, ligado à Santa Sé. Sua missão é viver hoje o que aconteceu no primeiro Pentecostes: "todos ficaram cheios do Espírito Santo" (Atos 2, 4).
PascomGiovannaPastoral da Comunicação, criada pela CNBB. Sua missão é o mandato de Cristo levado ao "continente digital" (expressão de São João Paulo II): "ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura" (Marcos 16, 15).
Equipe do TerçoLuziaEnraizada na tradição dominicana do Rosário e renovada pela Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae (São João Paulo II, 2002). Cada Ave-Maria repete a própria saudação do anjo a Maria (Lucas 1, 28); sua missão é contemplar o rosto de Cristo na escola de Maria, rezando pela paz e pelas famílias.
Pastoral da CriançaNeumaFundada em 1983, em Florestópolis (PR), pela Dra. Zilda Arns e Dom Geraldo Majella Agnelo, a pedido da CNBB. Sua missão cumpre a Palavra de Jesus: "deixai vir a mim as crianças, não as impeçais, porque delas é o Reino de Deus" (Marcos 10, 14).
A Capela Santo Antônio
Há mais de duas décadas, a comunidade do Sol Nascente se reúne sob a proteção de Santo Antônio. O que começou na fé simples de moradores que sonhavam um lugar de oração no bairro cresceu de encontro em encontro, de Missa em Missa, até se tornar a casa de oração, catequese e caridade que é hoje.
A capela pertence à Paróquia Santa Clara de Assis e vive a espiritualidade franciscana ao lado dos frades, no espírito de simplicidade, fraternidade e alegria que São Francisco deixou à Igreja. A vida da comunidade pulsa nas Santas Missas de terça-feira às 19h e de domingo às 8h, no serviço silencioso das pastorais que limpam, acolhem, ensinam, cantam e cuidam, no café partilhado após a Missa dominical, e na grande festa do padroeiro a cada 13 de junho, preparada pelo Tríduo que reúne toda a comunidade.
Santo Antônio de Pádua, nosso padroeiro
Fernando Martins de Bulhões nasceu em Lisboa, por volta de 1195, em família nobre. Jovem, ingressou nos Cônegos Regrantes de Santo Agostinho, onde recebeu formação bíblica e teológica profunda nos mosteiros de São Vicente de Fora e de Santa Cruz de Coimbra.
Em 1220, as relíquias dos primeiros mártires franciscanos, mortos no Marrocos, chegaram a Coimbra. Tocado por aquele testemunho, Fernando deixou tudo e entrou na jovem Ordem dos Frades Menores, tomando o nome de Antônio e desejando também ele o martírio na missão. Partiu para o Marrocos, mas adoeceu gravemente; na viagem de regresso, uma tempestade levou seu navio à Sicília, e a Providência o conduziu à Itália, onde chegou a participar do Capítulo de 1221 em Assis, ainda no tempo de São Francisco.
Sua sabedoria permaneceu escondida na humildade até que, numa ordenação em Forlì, foi chamado a pregar de improviso, e a Igreja descobriu um dos maiores pregadores de sua história. São Francisco, em bilhete célebre, autorizou-o a ensinar teologia aos frades, fazendo dele o primeiro professor da Ordem:
"Ao irmão Antônio, meu bispo: apraz-me que ensines a sagrada teologia aos irmãos, contanto que, nesse estudo, não apagues o espírito da oração e da devoção."
Percorreu a Itália e o sul da França pregando a Palavra, combatendo as heresias com doutrina e mansidão, e defendendo os pobres contra a usura dos agiotas. Escreveu os Sermões, tesouro de teologia bíblica. Consumido pelo trabalho, morreu em Arcella, nos arredores de Pádua, em 13 de junho de 1231, com cerca de 36 anos, murmurando: "Vejo o meu Senhor". Foi canonizado pelo Papa Gregório IX em 30 de maio de 1232, menos de um ano após a morte, um dos processos mais rápidos da história da Igreja. Em 1946, o Papa Pio XII o proclamou Doutor da Igreja, com o título de Doutor Evangélico.
Curiosidades sobre o nosso santo
- A língua incorrupta. Em 1263, quando São Boaventura presidiu a trasladação de seus restos em Pádua, a língua do santo foi encontrada intacta: sinal, disse Boaventura, de quem tanto louvou a Deus e O fez amado pelos homens.
- Santo do mundo inteiro. Assim o chamou o Papa Leão XIII, pela devoção que ultrapassou todas as fronteiras: é venerado de Lisboa (onde nasceu e é chamado Santo Antônio de Lisboa) a Pádua (onde repousa), e em todo o Brasil.
- Padroeiro das coisas perdidas. A tradição conta que um noviço fugiu levando o saltério de Antônio; após a oração do santo, arrependeu-se e devolveu o livro. Daí o costume de pedir sua intercessão pelo que se perdeu.
- O Pão de Santo Antônio. Obra de caridade nascida da devoção: pão distribuído aos pobres em seu nome, tradição viva até hoje em santuários e paróquias do mundo inteiro.
- O casamenteiro do Brasil. A fama de intercessor pelos casamentos e namoros fez do 13 de junho e da Trezena uma das devoções mais queridas do povo brasileiro.
- O santo soldado. Curiosidade da história do Brasil: em tempos coloniais e imperiais, imagens de Santo Antônio chegaram a receber patentes militares e soldo do exército, tamanha a confiança do povo em sua proteção.
- O sermão aos peixes. As fontes antigas narram que, em Rimini, diante de corações endurecidos que se recusavam a ouvi-lo, Antônio pregou à beira-mar e os peixes vieram à tona escutá-lo, comovendo a cidade inteira.
Santo Antônio, rogai por nós e por esta comunidade que leva o vosso nome.